DOENÇA DE PARKINSON

A doença de Parkinson causa distúrbio do movimento, caracterizado por dificuldade para iniciar a atividade, movimentos mais lentos, tremor em repouso, rigidez muscular, mudança da postura e desequilíbrio corporal.

 

Os problemas de equilíbrio corporal e quedas recorrentes tornam-se as queixas mais frequentes entre os pacientes e seus cuidadores.  O declínio do equilíbrio corporal manifesta-se pela dificuldade de manter a estabilidade postural durante a caminhada e quando o corpo é desestabilizado.

 

As consequências físicas e psíquicas das quedas podem levar à hospitalização, dependência de cadeira de rodas e/ou a um medo de cair, os quais podem dar início a um declínio da qualidade de vida do paciente.

 

A identificação precoce dos distúrbios do movimento e do equilíbrio corporal, bem como dos riscos de acidentes por quedas proporciona à pessoa com doença de Parkinson a oportunidade de participar de um programa de prevenção de quedas e/ou de reabilitação fisioterapêutica especializada.

FISIOTERAPIA & DOENÇA DE PARKINSON

A fisioterapia tem o objetivo geral de melhorar e manter a funcionalidade e independência dos pacientes por maior tempo possível, assim como diminuir os riscos de complicações secundárias, repercutindo positivamente na qualidade de vida do paciente.

 

Envolve a “reabilitação físico-funcional”, também denominada de “fisioterapia neurofuncional”, associada à orientação e educação do paciente e familiares em relação à doença e ao comprometimento com a fisioterapia, que inclui a abordagem domiciliar, a qual já deve ser realizada associada à reabilitação realizada no consultório.

 

Com base no Guia Europeu sobre a “Fisioterapia Baseada em Evidência para doença de Parkinson” publicado em 2007, as principais metas para o tratamento fisioterapêutico no paciente com doença de Parkinson incluem a melhora das transferências, da postura, do alcance e preensão, do equilíbrio corporal, da marcha e da capacidade física, e redução do risco de quedas. Sendo assim, o programa de fisioterapia deve incluir exercícios de transferência postural, marcha, equilíbrio corporal, mobilidade articular, força muscular, em diferentes contextos ambientais com utilização de pistas sensoriais e estratégias cognitivas.

 

A fisioterapia deve estabelecer metas terapêuticas específicas, dependendo da avaliação físico-funcional do paciente. Desta maneira, a escolha das condutas na fisioterapia deve ser individualizada.

REFERÊNCIAS

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